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O empresário Joesley Batista, dono da JBS, chegou às 9h15 para depor na sede da Polícia Federal em São Paulo nesta quarta-feira (9). Ele prestou depoimento em investigação sobre a venda de ações da empresa após acordo de delação premiada. Joesley deixou o local às 12h42 sem falar com a imprensa após cerca de três horas de depoimento. O advogado dele também não concedeu entrevista.

O advogado dele, Pierpaolo Bottini, disse que o cliente respondeu a todas as perguntas e explicou que não há relação entre a delação premiada e as operações feitas pelas empresas nos últimos meses.

Segundo investigação do Ministério Público Federal, os controladores da JBS, organizados por meio da FB Participações, podem ter evitado uma perda de R$ 138 milhões, com a venda de ações às vésperas de os executivos da empresa assinarem acordo de delação premiada.

O irmão de Joesley, Wesley Batista, prestará depoimento às 14h, sobre o mesmo processo.

A JBS foi alvo de busca e apreensão na Operação Tendão de Aquiles, que investiga uso de informação privilegiada por parte das companhias.

O acordo de delação dos executivos da JBS foi firmado em 3 de maio. Entre 24 e 27 de abril – dias antes, portanto – a JBS comprou cerca de 19,8 milhões de ações da própria empresa, segundo as investigações. Desse total, 7,2 milhões foram vendidas pela FB Participações – empresa que reúne os negócios da família Batista. A operação é considerada atípica.

Desde que a delação foi divulgada, as ações da JBS chegaram a perder quase 40% do seu valor. A empresa informou que “todas as operações de compra e venda de moedas, ações e títulos realizadas pela J&F, suas subsidiárias e seus controladores seguem as leis que regulamentam tais transações”.

Além da compra e venda de ações, a empresa é investigada por possíveis irregularidades em operações de câmbio. O pedido de investigação partiu da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que também apura o caso em processos administrativos. A CVM encaminhou a denúncia para o MPF fazer uma investigação criminal.

De acordo com as investigações, entre os dias 28 de abril, pouco antes da assinatura do acordo de delação, e 17 de maio, a JBS realizou diversas operações de câmbio aumentando sua posição em dólares. No dia seguinte, a moeda norte-americana disparou 8%.

 

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