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O ex-goleiro Bruno Fernandes de Souza recebeu nesta quarta-feira (2), uma autorização da Justiça para trabalhar externamente, no Núcleo de Capacitação para a Paz (Nucap), em Varginha (MG).

Bruno dará aulas de futebol, de segunda a sexta-feira, para crianças e adolescentes assistidos pela entidade, que presta serviços de caráter público e é voltada para a inclusão e a ressocialização de presos.

No Nucap, o ex-goleiro não poderá ter acesso à área externa ou a pessoas estranhas à entidade, salvo familiares.

O ex-jogador foi condenado a 22 anos e três meses pelo homicídio triplamente qualificado de Eliza Samudio, pela ocultação do cadáver da vítima e pelo sequestro do menor Bruno Samudio.

O recurso contra essa condenação será julgado no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) em 13 de setembro. Na mesma data, também será julgado o processo que questiona a expedição da certidão de óbito de Eliza Samudio.

Os dias trabalhados no Nucap serão usados para fins de remição da pena. O presídio também deverá remeter à 1ª Vara Criminal e de Execuções Penais de Varginha as informações sobre o réu em relação à disciplina. A cada três meses, a folha de frequência no trabalho deverá ser encaminhada à Justiça.

 

Bruno em liberdade

 

Em fevereiro de 2017, o goleiro conseguiu um habeas corpus em Brasília e foi libertado da prisão onde estava detido em Santa Luzia, cidade localizada na Grande Belo Horizonte. Logo após a liberdade, foi contratado pelo Boa Esporte para jogar profissionalmente por duas temporadas.

No entanto, a passagem de Bruno Fernandes pelo time de Varginha durou pouco menos de dois meses. Foram apenas cinco partidas defendendo a equipe, já que em abril, a Jutiça determinou que ele voltasse à prisão novamente.

 

O caso

 

Bruno foi preso em 2010 e, no dia 8 de março de 2013, condenado a 22 anos e três meses de prisão pelo assassinato e ocultação de cadáver de Eliza Samudio , que desapareceu em 2010 e não teve o corpo encontrado. Ela tinha 25 anos e era mãe do filho que o goleiro sequestrou e manteve em cárcere privado. Na época, o jogador era titular do Flamengo e não reconheceu a paternidade, já que ela era sua amante.

A condenação de Bruno ficou dividida da seguinte forma: 17 anos e seis meses em regime fechado por homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, asfixia e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima), a outros 3 anos e 3 meses em regime aberto por sequestro e cárcere privado e ainda a mais 1 ano e 6 meses por ocultação de cadáver.

 

 

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