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O ex-ministro Geddel Vieira Lima preso nesta segunda-feira (3) em Salvador chegou a Papuda por volta das 13h30 desta terça-feira (4) e transferido da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, para onde foi levado depois de sua prisão por ordem do juiz Wallisney de Souza Oliveira da 10ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal.

Geddel está instalado em uma cela com outros nove presos no bloco 5 da ala A do Centro de Detenção Provisória da Papuda, chamada “Ala dos vulneráveis” destinada a detentos com curso superior. Na cela, há quatro treliches (três camas sobrepostas), com 12 lugares no total, um dos quais ocupados pelo ex-ministro.

Na Papuda, com os demais presos, Geddel tem direito a duas horas de banho de sol e quatro refeições por dia. As visitas são às sextas-feiras.

Um dos aliados mais próximos do presidente Michel Temer e responsável pela articulação política do Palácio do Planalto até o fim do ano passado. Geddel é suspeito de agir para atrapalhar investigações da Operação Cui Bono, que apura supostas fraudes na liberação de créditos da Caixa Econômica Federal.

O ex-ministro foi vice-presidente de Pessoa Jurídica da instituição financeira entre 2011 e 2013, no governo de Dilma Rousseff, e, de acordo com as investigações, manteve a influência sobre o banco público desde que o presidente Temer assumiu a Presidência em maio de 2016.

A apuração do envolvimento de Geddel com as irregularidades na Caixa Econômica foi motivada por mensagens de texto registradas em um aparelho de telefone celular apreendido na casa do então deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que está preso em Curitiba pela Operação Lava Jato.

Geddel Vieira Lima era um dos principais nomes do PMDB no governo de Michel Temer até pedir demissão em novembro do ano passado, depois de suspostamente ter pressionado o então Ministro da Cultura, Marcelo Calero, a liberar um empreendimento imobiliário em Salvador.

À época, o ex-ministro negou que tivesse feito pressão sobre Calero. Mesmo assim, ele não resistiu à repercussão negativa do caso e acabou pedindo demissão.

A defesa do ex-ministro diz que a prisão é desnecessária porque faltam provas contra seu cliente. O advogado de Geddel, Gamil Föppel, afirmou que a representação formulada pela autoridade policial se limitou a exercício de infundadas conjecturas, sem elementos concretos que pudessem lastrear as suposições, o que apenas evidencia a fragorosa falta dos pressupostos e requisitos autorizados da prisão preventiva, declarou o advogado.

 

 

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