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Na madrugada desta quarta-feira (14) foi deflagrado um grande incêndio em um prédio residencial de 24 andares e 120 apartamentos na Zona Oeste de Londres, Inglaterra. No local, mais de 250 bombeiros combatem as chamas, que provocaram 74 feridos, 18 delas em estado crítico, informa o Serviço Nacional de Saúde britânico. A Polícia Metropolitana confirmou também a morte de pelo menos 12 pessoas. “É expectável que este número aumente”, avançam as autoridades Londrinas. Não é claro se há ainda pessoas no interior do Edifício. Não há informações sobre o que teria provocado às chamas na Grenfell Tower que passou uma reforma em 2016.

De acordo com o chefe da Brigada de Incêndio, os bombeiros resgataram 65 pessoas do edifício. Eles devem ficar pelo menos mais 24 horas no local, até que o fogo seja extinto. Alguns bombeiros tiveram ferimentos leves durante o resgate.

Cinzas se espalharam em um raio de 100 metros e uma coluna de fumaça tomou conta da região e podia ser vista a quilômetros de distância. Vários quarteirões estão interditados, inclusive uma estação de metrô.

Testemunhas relataram que crianças foram jogadas das janelas da Grenfell Tower e várias pessoas se atiraram do edifício, em uma tentativa desesperada de fugir das chamas. Outras gritavam pedindo ajuda para que seus filhos fossem resgatados. Um morador do 7º andar disse a BBC que o alarme não tocou.

Como parte da estrutura foi consumida pelo fogo e os bombeiros chegaram a cogitar o risco de colapso, a polícia esvaziou residências vizinhas.

De acordo com o jornal “The Guardian”, já havia preocupação a respeito de um incêndio no prédio em 2012, quando uma vistoria constatou que o equipamento contra incêndios não era revisado há anos. Em 2016, um grupo de residentes também tinha alertado sobre única saída de emergência, advertindo que, se ela fosse bloqueada, as pessoas não poderia deixar o imóvel.

Os responsáveis pela obra divulgaram um comunicado que afirmam que todos os padrões de segurança foram seguidos rigidamente.

A investigação sobre a causa do incêndio provavelmente se concentrará sobre os painéis de revestimentos fixados no exterior do edifício, que segundo as primeiras análises contribuíram para a propagação do fogo. Alguns especialistas já indicaram que o revestimento fixado ao prédio durante a reforma do ano passado pode ter sido a responsável pela velocidade com que ele se propagou.

O Dr. Jim Glocking, diretor técnico da Associação da Proteção de Incêndios, salientou como revestimento de isolamento, parte externa dos blocos da torre não precisa ser à prova de fogo.

O prefeito de Londres, Sadiq Khan, disse que questões precisarão ser respondidas sobre segurança de prédios residenciais da Capital Britânica. Alguns moradores disseram ter sido orientados a continuar em seus apartamentos  em caso de incêndio, enquanto a Associação de Moradores do prédio havia dito anteriormente estar preocupada com o risco de um grave acidente. “Essas perguntas muito importantes precisam ser respondidas”, disse Khan a rádio BBC.

“Em Londres nós temos muitas, muitas torres de apartamentos e o que nós não podemos ter é uma situação em que a segurança das pessoas seja colocada em risco devido à má orientação ou se for o caso, como foi alegado, de torres e apartamento não serem adequadamente mantidas ou conservadas”.

 

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