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O Ministério Público Federal informou nesta sexta-feira (7) que em 10 dias, três empresas investigadas na Operação Lava Jato, devolveram quase um R$ 1 bilhão. Os valores foram restituídos entre 26 de junho a 6 de Julho deste ano, pelo o empreiteiro Marcelo Odebrecht, Braskem e a Andrade Gutierrez.

Conforme divulgado nesta sexta, Marcelo Odebrecht devolveu R$ 73,4 milhões, a Braskem, que pertence ao grupo Odebrecht, devolveu R$ 736,5 milhões e a Andrade Gutierrez R$ 94 milhões.

A restituição faz parte dos acordos de leniência e de colaboração feitos entre a força-tarefa da Operação Lava Jato e os investigados. As empresas e Marcelo Odebrecht foram acusados de envolvimento no esquema de corrupção descoberto na Petrobrás para direcionamento de licitação e pagamentos de propina para servidores e agentes políticos.

O valor depositado por Marcelo Odebrecht corresponde, de acordo com o MPF, a 70% dos rendimentos dele em 10 anos, período em que participou de fatos criminosos. O montante foi depositado em 26 de junho, e caberá ao Supremo Tribunal Federal (STF) determinar para onde deve ser encaminhado.

No caso da Braskem, a empresa terá que devolver mais de R$ 3 bilhões. Os R$ 736 milhões depositados nesta quinta-feira (6) correspondem à primeira parcela.

Segundo o MPF, a força-tarefa solicitará a Justiça 95% do dinheiro sejam destinados aos entes públicos, órgãos públicos, empresas públicas, fundações públicas e sociedades de economia mista, inclusive à Petrobrás, como ressarcimento dos danos materiais e imateriais.

O acordo de leniência firmado pela Andrade Gutierrez Investimentos em Engenharia prevê a devolução de R$ 1 bilhão. Este depósito de R$ 94 milhões feito na segunda-feira (3), corresponde à segunda parcela. Até  o momento, a empresa ressarciu aos cofres públicos em R$ 177.392.136,24.

Após a Polícia Federal (PF) anunciou o fim do grupo de trabalho exclusivo para investigações da Lava Jato em Curitiba, o Ministério Público Federal afirmou que a medida é “evidente retrocesso”. A PF decidiu deslocar os investigadores para a Delegacia de Combate à Corrupção e Desvio de Verbas Públicas (Delecor).

Com a medida, os investigadores que atuavam na Lava Jato e na Operação Carne Fraca, passarão assumir também inquéritos de outras investigações em andamento pela Polícia Federal no Paraná, relacionadas a crimes econômicos.

“A anunciada integração, na Polícia Federal, do Grupo de Trabalho da Lava Jato à Delegacia de Combate à Corrupção e Desvios de Verbas Públicas, após a redução do número de delegados a menos da metade, prejudica as investigações da Lava Jato e dificulta que prossigam com a eficiência com que se desenvolveram até recentemente”, considerou o MPF.

 

 

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