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Por autorização do Juiz Sérgio Moro, o Banco do Brasil e o Itaú transferiram nesta segunda-feira (24) a quantia de R$ 419 mil das contas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para uma conta judicial. Os valores irão ficar congelados até o trânsito julgado do processo do ex-presidente. Caso ele seja absolvido, o dinheiro será devolvido.

O bloqueio, de um total R$ 606,7 mil de Lula, foi autorizado pelo juiz Moro na última quarta-feira a título de recuperação de danos à Petrobrás, pela condenação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro do ex-presidente, no caso do Triplex no Edifício Solaris no Guarujá (SP).

Com a transferência feita hoje, ainda faltam R$ 187 mil para serem retirados do petista. Há mais de R$ 123,8 mil de Lula na Caixa Econômica Federal e R$ 63,7 mil no Bradesco.

Na quinta-feira (20), o juiz Sérgio Moro autorizou ainda o bloqueio de R$ 9,038 milhões em planos da previdência privada do ex-presidente Lula.

A defesa de Lula recorreu ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) para ter os valores liberados. No entanto, o pedido de liminar ainda não foi apreciado. Em sua decisão, Sérgio Moro justifica que o bloqueio tem como objetivo a reparação de danos na Petrobrás pela condenação de Lula por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do Triplex no Guarujá.

No mesmo despacho, Moro ainda mandou sequestrar dois automóveis do ex-presidente, (uma picape Ford Ranger ano 2013 e um Omega CD ano 2010) e quatro imóveis em São Bernardo do Campo (SP), sendo três apartamentos e o sítio Engenho da Serra, no Distrito de Riacho Grande.

Em entrevista, o ex-presidente Lula afirmou na manhã desta segunda-feira, que entraria com recurso para pedir o desbloqueio dos bens. “Eu não posso utilizar isso (bens confiscados) enquanto esse processo estiver correndo. Vamos entrar com recurso hoje, lá em Porto Alegre no (TRF-4) e ver se desmontamos isso”, afirmou.

O ex-presidente falou ainda que empresários “transformaram” doações de campanha em propina para incriminar a classe política, com o aval do Ministério Público (MP). “Se os políticos não tiverem coragem de mudar a legislação eleitoral, de criar um fundo de financiamento de campanha para que não fiquem mais dependentes de empresário, o Brasil não vai ter mais jeito”, afirmou Lula.

 

 

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