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Manifestantes ocupam, desde o começo da tarde desta quarta-feira (9), o plenário da Câmara dos Vereadores de São Paulo em protesto contra o pacote de privatizações pretendido pelo prefeito João Doria (PSDB) e contra as recentes restrições impostas para o uso do benefício do Passe Livre Estudantil.

De acordo com a assessoria da Câmara, a ocupação acontece de forma pacífica e tanto Guarda Civil Metropolitana (GCM) quanto Polícia Militar (PM) acompanham a movimentação dos manifestantes.

Segundo os Jornalistas Livres, que transmite ao vivo a ocupação, por volta das 15h, seguranças e GCM entraram no plenário ocupado e impediram o acesso dos manifestantes a banheiros, água e entrada de comida. Representantes dos movimentos estudantis pedem para falar com o presidente da Casa.

Os manifestantes tentaram bloquear a entrada do plenário com cadeiras e afirmam que não pretendem sair do espaço. “São Paulo é nossa, não vão vender São Paulo. O Passe Livre também é nosso”, dizem os estudantes.

Às 15h09, o vereador Eduardo Suplicy tentava negociar com o representante com a tropa da GCM, que já estava dentro do plenário para retirar os estudantes.

A Câmara informou que, por conta da ocupação, a Sessão Plenária das 15h está mantida, mas transferida para o Salão Nobre da casa.

Passe Livre

 

A nova regra para utilizar o Passe Livre Estudantil no transporte público de São Paulo passou a valer nesta terça-feira (1º). Em tese, o estudante continua tendo direito ao mesmo número de viagens (8 por dia), mas agora tem menos tempo para usufruir delas. A mudança causou descontentamento entre os usuários e já foi motivo de outros protestos.

A redução das horas de uso do benefício foi determinada pela Prefeitura em Julho, logo após o começo das férias escolares. Antes, o estudante podia fazer até oito embarques nos ônibus durante as 24h do dia. Agora, pode fazer quatro viagens durante duas horas e, em um outro período do dia, mais quatro viagens durante duas horas.

A gestão Doria diz que a mudança considera “a real necessidade de deslocamentos vinculados à atividade escolar”. A publicação no Diário Oficial diz ainda que “as cotas poderão variar, conforme a frequência exigida pela instituição, de 10 cotas por mês para cursos que exijam uma presença por semana a até 48 cotas por mês para curso que exijam cinco presenças por semana.”

O benefício foi concedido em fevereiro de 2015 pela gestão de Fernando Haddad e a atual gestão estima que economizará R$ 70 milhões até o final do ano com a alteração da regra. Segundo a administração tucana, o dinheiro economizado será investido em educação.

 

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