Ministra dos Direitos Humanos se desfilia do PSDB e permanece no cargo

A ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois, entregou, nesta quinta-feira (14), pedido de desfiliação do PSDB na sede do partido em Brasília. A ministra estava sendo pressionada a deixar a legenda desde que o PSDB anunciou que desembarcaria do governo do presidente Michel Temer. A medida agrada aos tucanos porque agora só há um ministro da legenda na Esplanada: Aloysio Nunces, das Relações Exteriores. Antonio Imbassahy foi exonerado da Secretaria de Governo nesta quinta-feira.

 

Segundo apuraram , com a desfiliação de Luislinda, ela deverá permanecer no cargo.

Desembargadora aposentada, Luislinda está à frente da pasta desde de Fevereiro, quando o ministério foi recriado pelo presidente Michel Temer.

Parte do PSDB defende o desembarque do partido do governo.

Diante disso, o deputado Bruno Araújo (PSDB-PE) pediu demissão do Ministério das Cidades em 13 de novembro. Na semana passada, o também deputado Antonio Imbassahy (PSDB-BA) pediu demissão do Ministério do Governo.

 

Com a desfiliação de Luislinda, a legenda passa a estar à frente somente do Ministério da Relações Exteriores, atualmente comandado pelo senador licenciado Aloysio Nunes (PSDB-SP).

Desde que as denúncias da Procuradoria Geral da República contra Temer foram barradas na Câmara, partidos do “Centrão” passaram a cobrar os cargos ocupados por tucanos, que votaram de maneira dívida.

Polêmicas

 

Relembre abaixo algumas das polêmicas de Luislinda Valois no período dela à frente do Ministério dos Direitos Humanos:

  • ‘Trabalho escravo’: Desembargadora aposentada, Luislinda pediu ao governo para acumular a aposentadoria de R$ 30.400 e o salário de ministra, de R$ 30.934, alegando que, ao receber o teto do funcionalismo público, de R$ 33.700 (aposentadoria + parte do salário de ministra), estava vivendo situação semelhante ao “trabalho escravo”.
  • ‘Pobre da periferia’: Ao discursar em um evento no Rio de Janeiro com o presidente Michel Temer, em novembro, Luislinda disse ser “pobre e de periferia”.

 

Perfil

 

Nascida em Salvador (BA), Luislinda Valois é considerada a primeira juíza negra do Brasil. Em 2014, foi candidata a deputada federal pelo PSDB, mas não conseguiu se eleger.

Segundo o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), Luislinda Valois foi professora do Colégio Militar no Paraná, advogada do estado da Bahia e procuradora do Departamento Nacional de Estradas e Rodagens (DNER) antes de ingressar na magistratura.

Aprovada em concurso público, entrou na magistratura em 1984, quando foi designada para a comarca de Paramirim (BA). Desde então, atuou em 17 comarcas do estado. Em Salvador, atuou em mais de 28 unidades judiciais e extra-judiciais, segundo o TJ.

Em dezembro de 2011, Luislinda foi nomeada desembargadora.

No ano seguinte, já aposentada, Luislinda tomou posse na Academia de Letras José de Alencar, em Curitiba (PR), ocupando a Cadeira nº 6.

Além disso, recebeu o título de embaixadora da paz da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2012.

Antes de ser ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois era a Secretária Nacional de Promoção a Igualdade Racial do Ministério da Justiça.

Foto: Reprodução

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