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O ministro interino da Cultura, o cineasta João Batista de Andrade (PPS) apresentou no fim da manhã desta sexta-feira (16) uma carta de demissão ao presidente Michel Temer (PMDB). Andrade assumiu a pasta com o pedido de demissão de Roberto Freire (PPS-SP), quando veio à tona a delação premiada dos executivos da JBS envolvendo o presidente da República.

Andrade é o terceiro ministro da Cultura a pedir demissão desde o início do governo Temer, em maio de 2016. De início o presidente Michel Temer havia eliminado a pasta e convertido em Secretaria do Ministério da Educação. Contudo, após uma forte mobilização dos artistas e de um pedido expresso do ex-presidente José Sarney, Temer recuou da decisão e recriou a pasta.

O primeiro titular da pasta foi o diplomata Marcelo Calero, ligado ao PMDB fluminense. Calero pediu demissão depois de alegar que sofreu pressão do então ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, para que liberasse uma obra em Salvador na Bahia, embargada pelo Iphan. Calero chegou a gravar uma conversa com o presidente Michel Temer. Freire assumiu o lugar de Marcelo Calero no ministério.

Andrade disse em entrevista que motivaram seu pedido de demissão o corte de 43% do orçamento sofrido pelo Ministério da Cultura, há dois meses, e polêmicas envolvendo a nomeação do presidente da Ancine (Agência Nacional do Cinema).

Um dos nomes cotados para o lugar de Andrade é a deputada federal Laura Carneiro (PMDB-RJ), advogada e filha do ex-presidente do senado Nelson Carneiro. As duas bancadas do PMDB, do Senado e da Câmara dos Deputados, reivindicam a indicação para o ministério, já que o partido perdeu o Ministério da Justiça e da Segurança Pública com a demissão de Osmar Serraglio (PMDB-PR).

Segundo fontes do Palácio do Planalto, o presidente Michel Temer nomeará o novo ministro  somente depois do dia 24, quando retorna da viagem oficial à Rússia e Noruega.

 

 

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