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Reajuste pode chegar a mais de 19% em dois anos, com perspectivas de se discutir ganho real caso haja melhora na economia.

Em reunião com a diretoria do Sindicato dos Educadores da rede municipal de ensino e a diretoria do Sindicato dos Servidores Municipais, a prefeitura ofereceu a recuperação das perdas salariais medidas pelos índices inflacionários. A proposta do município foi alicerçada no momento delicado da economia brasileira para o ano vigente, mas com perspectivas de melhora do cenário nacional, aliado aos esforços da prefeitura na redução de custos e aumento de receita. O secretário da Fazenda Wellington Fontes justificou a medida alertando que a prefeitura está conseguindo colocar as contas minimamente em dia, mas que a crise ainda faz sentir seus efeitos em 2017. Segundo Fontes, embora tenha conseguido aumentar a receita e reduzir custos, a inflação foi maior, portanto, não há o que se falar em superávit nesse ano, impossibilitando o reajuste de imediato. No entanto, sensível às perdas da categoria, o prefeito Paulo Piau pediu empenho a equipe econômica para apresentar uma proposta que atenda a categoria em médio prazo, com o compromisso de rever a posição em caso de melhora dos índices.

A proposta prevê o pagamento das perdas acumuladas de cerca de 10% em duas parcelas, mais a inflação do período. O pagamento proposto é dois anos, sendo 5% mais a inflação de 2017 pagos em 2018 e 5% mais a inflação acumulada de 2018 pagos em 2019. Pela projeção, o reajuste total poderá atingir mais de 19% em dois anos, o que na prática deve significar um impacto na folha de R$ 52 milhões. Além disso, ficou acertado que o Sindicato dos Educadores junto com a prefeitura poderá estudar alterações para incorporar no salário a questão da hora aula e aulas excedentes, o que impactaria positivamente na aposentadoria dos servidores. Para os servidores municipais ficou acertado a regulamentação quanto a promoção do servidor em setembro e aplicação em janeiro.

Houve ainda a garantia da equipe econômica da continuidade do pagamento dos salários em dia, o que não seria garantido caso houvesse reajuste imediato. “Estamos fazendo uma proposta de recuperação das perdas dentro da perspectiva da economia e do princípio da responsabilidade com o salário em dia. Não podemos assumir um compromisso para esse ano, que ainda é um ano de ajustes em função de tudo aquilo que o país passa e que impacta a prefeitura. Mas com o planejamento adequado que estamos fazendo e as reduções de custos e melhoria da gestão, nos permite vislumbrar um futuro melhor em que primeiro lugar as perdas serão equacionadas. A partir daí, se a economia melhorar, podemos avançar para outro momento de negociação. O importante é primeiro planejar e recuperar o poder de compra dos educadores”, comentou o prefeito Paulo Piau. A PMU estuda ainda a possibilidade do reajuste ser pago em menos de um ano, em março, data base da categoria e não em julho como foi inicialmente proposto. Os Sindicatos levarão as propostas para avaliação da categoria em assembleia.

 

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