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O Presidente da República Michel Temer (PMDB) embarcou nesta tarde de segunda-feira (19) para Europa, onde vai participar, o longo da semana, de reuniões com autoridades da Rússia e da Noruega. Na ausência do chefe do executivo, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), vai assumir a presidência da República.

A viagem do presidente ocorre meio a um momento de turbulência política do governo. Desde que vieram a público as delações de executivos da JBS, que apontam o presidente como beneficiário de propina da empresa. No último fim de semana, em entrevista à revista Época, o dono do grupo J&F, Joesley Batista, disse que o presidente Temer é chefe “da maior e mais perigosa organização criminosa” do Brasil.

Há uma expectativa de que o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, apresente nos próximos dias uma denúncia contra o presidente Michel Temer por envolvimento em crimes como corrupção passiva e obstrução à justiça. O presidente analisava se valeria a pena ou não de deixar o país no momento em que a denúncia está para ser apresentada. Em conversa com aliados e assessores na semana passada, o peemedebista chegou a cogitar o cancelamento dos compromissos na Europa e permanecer no Brasil.

Temer tem tentado negar as denúncias e, o mesmo tempo, evitar a fuga de partidos aliados da base do governo. O presidente rebateu as acusações de Joesley Batista (JBS), e, em nota, o Palácio do Planalto disse que o empresário é “bandido notório” e “desfia mentiras”. A nota informa que no início da tarde desta segunda, a defesa de Temer protocolou na Justiça uma queixa-crime por calúnia, injúria e difamação contra o dono do grupo J&F.

Pouco antes de viajar, o presidente divulgou um vídeo no twitter no qual destacou a importância de sua viagem ao continente europeu para tentar ampliar o mercado brasileiro e aproveitar para mandar um recado para Joesley Batista. Segundo o presidente, criminosos “não serão impunes” e serão responsabilizados pelos atos ilícitos que praticaram.

“Já está claro o roteiro que criaram para justificar seus crimes: apontam o dedo para os outros tentando fugir da punição. Aviso os criminosos que não sairão impunes. Pagarão o que devem e serão responsabilizados pelos seus ilícitos. […] Vocês sabem que não pratico retaliações. Por tradição e informação, acredito na Justiça. Sempre respeitei a independência dos poderes. É assim que continuarei agindo”, disse Temer.

 

 

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