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O doleiro Lúcio Bolonha Funaro foi transferido nesta quarta-feira (5) do Complexo Penitenciário da Papuda para a Carceragem da Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal. A mudança, foi solicitada pelo advogado Antônio Figueiredo Basto e visa facilitar a produção dos anexos da delação premiada que está negociando com a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Os principais alvos do acordo são o presidente Michel Temer, os ex-ministros Geddel Vieira Lima e Henrique Eduardo Alves, além do ex-deputado Eduardo Cunha, todos do PMDB. Outro alvo será o ministro Moreira Franco (Secretaria-Geral).

Desde a revelação do acordo de colaboração dos executivos da JBS, na qual Funaro foi apontado pelo empresário Joesley Batista como operador financeiro do PMDB da Câmara, no grupo de Temer. O doleiro voltou a negociar uma delação. Antes havia interrompido as conversas com os investigadores por causa dos pagamentos que recebia do grupo J&F.

Nas últimas três semanas, enquanto participava das audiências do processo da Operação Sepsis, na Justiça Federal de Brasília, Funaro vinha escrevendo os resumos do que entregará no acordo de colaboração. Além de detalhar sua atuação para o PMDB da Câmara, o futuro delator promete explicar sua relação com o presidente.

Funaro promete confirmar ter recebido valores de Joesley Batista para não fazer um acordo e complicar a vida de Temer e de seu grupo político. Seus depoimentos devem ser utilizados na denúncia que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, prepara contra o presidente Temer pelo crime de obstrução de justiça.

No depoimento prestado em 14 de junho passado, Funaro afirmou que mantinha um relacionamento próximo com o presidente e que era o responsável pela arrecadação de recursos para campanhas do PMDB.

Lúcio Funaro afirmou que esteve com o presidente Michel Temer em três oportunidades. A primeira, segundo ele, foi na Base Aérea de São Paulo, junto com o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) sem especificar a data.

O segundo encontro, afirmou ele, aconteceu em Uberaba, Minas Gerais, durante eleições municipais de 2012. Desse segundo encontro, afirmou, participaram Eduardo Cunha e um dos delatores da JBS, o executivo Ricardo Saud.

O terceiro encontro, com Temer, segundo Funaro, foi uma reunião de apoio à candidatura de Gabriel Chalita (PMDB) para prefeitura de São Paulo. Ele diz que o encontro foi na Assembleia de Deus do Bairro Bom Retiro, com a presença dos bispos Manoel Ferreira e Samuel Ferreira.

Funaro diz que trabalhou na arrecadação de fundos das campanhas do PMDB em 2010, 2012 e 2014. O doleiro estima que nessas campanhas, arrecadou R$ 100 milhões de reais para o PMDB e partidos coligados. Parte dos recursos foi arrecadada em operações do FI-FGTS. Segundo o doleiro, à aplicação dos recursos seguia a orientação do presidente Temer.

 

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