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Caiu como bomba os depoimentos dos marqueteiros João Santana e sua esposa Mônica Moura em vídeos divulgados nesta sexta-feira (12) pelo (STF) Supremo Tribunal de Justiça e divulgados por todos os meios de comunicação. As acusações podem implicar os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff e o ex-ministro Antônio Palocci na justiça entre outros personagens da política brasileira, muito deles do partido dos trabalhadores. João Santana e Mônica Moura trabalharam em diversas campanhas do PT, como a de Lula, em 2006, e as de Dilma, em 2010 e 2014. Eles foram presos em fevereiro de 2016 na 23ª fase da operação Lava-jato, suspeitos de receber pagamentos com origem de dinheiro desviado da Petrobrás, e deixam a cadeia em agosto de 2016.

O casal de marqueteiros fez declarações bombásticas e envolvem os ex-presidentes Lula e Dilma em caixa 2 e outros políticos da base aliada. Segundo Santana, o ex-ministro Antônio Palocci dizia que algumas decisões sobre os pagamentos precisavam da autorização “do chefe” , o que ele interpretou como referência a Lula. O marqueteiro Santana classificou como um “leilão Oculto” o que ocorre em campanhas eleitorais por conta de coligações partidárias. O apoio e o consequente tempo extra de propaganda na televisão era “invariavelmente” trocados pelos partidos por ajuda financeira. Santana afirmou ainda ter ouvido de Lula fortíssimas críticas ao trabalho da então presidente da Petrobrás Graça Foster. Segundo marqueteiro, Lula pediu que ele dissesse a Dilma que Graça estava atrasando pagamentos a empresários para realizações de obras, e que isso poderia atrapalhar a sua campanha a reeleição em 2014. Dilma por sua vez, respondeu de acordo com o delator, que a presidente da Petrobrás estava arrumando a casa e acabando com a esculhambação.

Mônica Moura afirmou que foi avisada pela ex-presidente Dilma de que o casal seria preso pela operação Lava-jato três dias antes de as ordens de prisão virem a público. O alerta foi feito por uma conta secreta de e-mail de conhecimento apenas das duas, segundo relato. A marqueteira diz ainda que antes havia tido conversa com Dilma no Palácio da Alvorada, onde a ex-presidente revelou preocupação com o avanço da Lava-jato. Mônica em seu depoimento diz que André Santana, funcionário do casal, foi assaltado dentro de um taxi no trânsito em São Paulo com uma mala contendo R$ 1,5 milhões, dinheiro este recebido da construtora Odebrecht. Afirmou ainda ter pago despesas da então presidente Dilma Rousseff, como gastos pessoais de cabelereiro. Os serviços custaram no total cerca de 90 mil e foram pagos entre 2010 e 2014, mesmo fora de período de campanha eleitoral. Além dos ex-presidentes Lula e Dilma, o casal em seus depoimentos citaram outros políticos envolvidos nos esquemas de caixa 2, Patrus (PT), o governador Fernando Pimentel (PT), os senadores Lindebergh Farias (PT-RJ), Gleisi Hoffman (PT-PR), Marta Suplicy (PMDB-SP), Zeca do PT (SP), Vander Loubet (PT-MS), o ex-ministro Guido Mantega, ex-senador Delcídio do Amaral, e o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad. O casal relatou ter recebido pagamentos de caixa dois de empreiteiras brasileiras para atuar em campanhas eleitorais em outros quatro países: Venezuela, Angola, Panamá e El Salvador. A empreiteira Odebrecht teria feito pagamentos para atuação do casal em campanhas de todos esses países, para Hugo Chaves, na Venezuela, José Eduardo Santos, em Angola, José Domingos Arias, no Panamá e Maurício Funes, em El Salvador.

 

 

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