Entidades de Promoção à Igualdade Racial de Uberaba distribuem livros sobre afropedagogia

A Fundação Cultural de Uberaba por meio da Coordenadoria de Políticas Públicas de Igualdade Racial (Cppir) foi apoiadora do Conselho Municipal de Promoção à Igualdade Racial (Compir) na distribuição de 35 obras da coleção “Que história é essa?” na quinta-feira (20). Os livros foram destinados às entidades educacionais de Uberaba participantes da Formação em Educação para Relações Étnico-Raciais em 2018 e 2019. A coleção foi doada pela Prof. Ms. Rosa Margarida de Carvalho Rocha, que também é autora das obras. O objetivo é promover a implementação efetiva da Lei 10.639/03 com o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana no cotidiano escolar.

A Coordenadoria de Políticas de Igualdade Racial vê a importância de promover um ensino contra o racismo, que traz orientações para os professores do ensino fundamental de como incluir o tema étnico-racial em todas as disciplinas do currículo. “Experiências raciais atravessam todo o processo de ensino e aprendizagem. Não dar visibilidade a essas questões dificulta a construção de uma educação de qualidade”, afirmou a coordenadora Carmen Amâncio.

Já a presidente do Compir, Maria Abadia Vieira da Cruz, fala que iniciativa é diferencial na promoção de práticas antirracistas em espaços educativos. “É uma forma de fazer chegar a verdadeira história da África em nossa comunidade de maneira muito positiva. A ação, inclusive, fortalece a política adotada pela Secretaria Municipal de Educação de Uberaba e do governo municipal em combate ao racismo”.

“Que história é essa?” é composta por seis livros, dos quais cinco deles são direcionados às crianças. O enredo traz conhecimentos, temas e conteúdos disciplinares sobre História da África, dos Afrobrasileiros e das ligações biológicas e culturais entre Brasil e África. As histórias estimulam o imaginário fantástico das crianças com as vivências dos personagens.

A escritora Rosa Margarida, que trabalha com a formação de professores, desenvolveu as obras como forma de responder a questionamentos que recebe durante suas assessorias afropedagógicas. Perguntas como “Quais temas e conteúdos disciplinares utilizar em sala de aula para tratar as relações étnico-raciais nos anos iniciais?” são frequentes. Ela transformou suas vivências em livros voltados para a prática pedagógica diária.

Os livros foram distribuídos na Galeria de Arte Rachel Machado que fica na sede da Fundação Cultural.

Foto: Divulgação/Prefeitura de Uberaba

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