Jornalista Cacá Silveira morre aos 69 anos em Uberaba

Ele foi encontrado morto em um apartamento pelo Corpo de Bombeiros. Radialista e apresentador deixa duas filhas

O jornalista Carlos Roberto Silveira, conhecido como Cacá Silveira, de 69 anos, morreu em Uberaba neste sábado (19).

Cacá foi encontrado morto em um apartamento, na Rua Oswaldo Cruz. O atendimento foi realizado pelo Corpo de Bombeiros, que foi acionado por uma das filhas e pela ex-companheira dele.

Segundo os bombeiros, aparentemente a causa da morte foi natural. O corpo foi levado por uma funerária ao Instituto Médico Legal (IML). O velório ocorreu durante a tarde na Domus Pagliaro.

Na trajetória profissional, Cacá escreveu livros e participou de programas de rádio e TV, onde fazia comentários considerados ácidos e polêmicos. Radialista e apresentador deixa duas filhas.

Até então, Cacá trabalhava no programa “Clube do Bengala”, na rádio Universitária, que divulgou uma nota de pesar sobre a morte do jornalista:

“O rádio e o mercado da comunicação uberabense perderam hoje uma de suas figuras mais eloquentes. Carlos Roberto Silveira, nosso querido Cacá Silveira, nos deixou nesta manhã de sábado (19).

Entusiasta da comunicação, o jornalista, radialista, palestrante e escritor, era um dos rostos e vozes mais tradicionais da então TV Universitária e, mais atualmente, Rádio Universitária.

Dono de uma opinião forte e combativa, não tinha papas na língua. Em seu atual programa ‘Clube da Bengala’, falou de tudo um pouco. Orientou, questionou, criticou, incentivou, esbravejou, cantou e, claro, polemizou. Aliás, a polêmica era uma de suas marcas.

No extinto quadro ‘Mercado de Trabalho’, também veiculado na Rádio Universitária, criticou leis, normas, empresários, autoridades…

Nos mais de 10 mil programetes de rádio, veiculados nos últimos anos, abordou, por diversas ocasiões, com absoluta tranquilidade, o tema morte. Morte para Cacá Silveira era algo natural da vida. Dizia ele ‘todos nós vamos morrer, fazer o que? Não tem que sofrer com isso, não. Tem é que deixar coisas boas plantadas’.

E ele deixou. Dono de um humor perspicaz e incomparável, tinha sempre um olhar otimista das coisas. Foi parceiro em todos os momentos da Fundação Rádio Educativa (Fureu). Com lágrimas nos olhos, se despediu da TV Universitária e, com entusiasmo, participava ativamente da reestruturação da programação da rádio, com ideias e sugestões. Infelizmente não teve tempo de estrear conosco a nova programação, adiada pela pandemia.

Na próxima segunda-feira às 8h30, quando iria ao ar mais um ‘Clube da Bengala’, certamente ficará um vazio, uma saudade e uma vontade de convivermos um pouco mais, trocarmos ideias, divagar sobre fatos do cotidiano, o sexo dos anjos, mas, sobretudo, de celebramos as vitórias de tantas batalhas que juntos travamos. Com sua partida, a Rádio Universitária perde um pouco de sua tonicidade.

Em nome dos colegas desta casa, nosso abraço fraterno às filhas Renata Gomes Silveira e Luiza Gomes Silveira e demais familiares, e a todos os inúmeros fãs e admiradores. Descanse em paz, amigo”.

Foto: Reprodução/Divulgação

Copyright © Em Todas Blog – Todos os direitos reservados.