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A Companhia Habitacional do Vale do Rio Grande (Cohagra) anunciou que o combate às fraudes será intensificado em 2019. Segundo o presidente, Marcos Jammal, a medida é uma resposta à sociedade que vem contribuindo com as ações da Companhia por meio de denúncias.

Um balanço divulgado esta semana aponta que em 2018, a Companhia recebeu 530 denúncias sobre irregularidades em empreendimentos do Programa Minha Casa Minha Vida. Deste total, 457 foram fiscalizadas pelas equipes da Cohagra. As ações já resultaram na retomada de 47 imóveis, que foram destinados a outras famílias, devidamente enquadradas no Programa Habitacional.  

Jammal ressalta que deste grupo, 27 famílias viviam em situação de extrema pobreza ou áreas de risco. “É o caso de Élcia Ambrosina, de 43 anos, residente no Bairro Planalto. Separada, a dona de casa dividia o imóvel precário com os cinco filhos, uma nora e 12 netos. A casa de quatro cômodos e um único banheiro era frequentemente invadida pelas águas das chuvas, não oferecendo nenhuma condição de salubridade para aquelas pessoas. O prefeito Paulo Piau esteve no local comigo e diante da situação determinou que o problema fosse resolvido imediatamente”, afirmou.

No início de dezembro, número de telefone/Whatssap foi disponibilizado como canal direto à população. Pelo (34) 99873-9555, moradores podem enviar informações à Cohagra sobre casas vendidas, alugadas ou abandonadas para. Se confirmadas as irregularidades, os casos são encaminhados para investigação da Polícia Federal.

“Antes mesmo da criação do Disque Denúncia, em novembro, nós protocolamos várias denúncias junto a Polícia Federal de pessoas que venderam casas recebidas pelo financiamento do PMCMV, outras irregularidades foram identificadas e todas elas estão sendo encaminhadas para a PF”, afirma Jammal.

De acordo com o presidente da Cohagra, outros 69 ofícios foram encaminhados para o Banco do Brasil e aproximadamente 190 para a Caixa Econômica Federal, como trâmite para a retomada de imóveis. Entre os bairros com maior índice de problemas estão o Girassóis II e o Pacaembu.

“Essa parceria da Cohagra com o Ministério Público Federal e com a Polícia Federal tem nos ajudado efetivamente na retomada desses imóveis. Muitas pessoas com medo de serem processadas tem nos procurado para fazer a devolução espontânea dos imóveis adquiridos irregularmente. Com isso, podemos fazer justiça e beneficiar quem realmente precisa”, conclui.

Foto: Prefeitura Municipal de Uberaba

 

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