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A equipe médica do Mário Palmério Hospital Universitário (MPHU) realizou, na última quinta-feira (14), o transplante renal de número 50, em três anos e meio de programa. A paciente, Joana Aparecida Meireles, de 51 anos, estava na fila à espera de um rim desde o ano passado. A cirurgia foi coordenada pela nefrologista Mariana Salomão Braga e pelos urologistas Sérgio Anacleto e Laércio Mangucci.

O tempo de isquemia, ou seja, da retirada do rim doador, em Uberlândia, e a cirurgia de implante, foi de 11 horas. “A cirurgia transcorreu normalmente. A paciente apresentou diurese imediata e já recuperou a função renal quase por completo. A previsão de alta é de sete dias após a operação. Depois da alta, ela fará retornos ambulatoriais semanais para controle dos exames e das doses dos remédios imunossupressores, tomados para evitar a rejeição do órgão”, explica o coordenador do Serviço de Nefrologia, Diálise e Transplante Renal do MPHU, Fabiano Bichuette Custodio.

Joana descobriu a doença renal crônica durante o acompanhamento no Ambulatório de Nefrologia do MPHU, em 2017. Ela foi uma das primeiras pacientes a iniciar o tratamento de hemodiálise no hospital, no ano passado. “Tão logo, na hemodiálise, fizemos os exames necessários para inscrevê-la na lista de transplante. Estamos felizes, pois conseguimos dar à paciente o atendimento completo, desde o ambulatório, passando pela hemodiálise e chegando, graças a Deus, ao transplante renal, propiciando assim uma nova vida a ela. Todos os atendimentos, do momento da descoberta da doença até agora, foram por meio do Sistema Único de Saúde”, ressalta Bichuette.

Para ele, o quinquagésimo transplante renal é motivo de orgulho. “Estou muito feliz pelo nosso Programa de Transplante Renal chegar a esse número. E isso com menos de 3 anos e meio do credenciamento. Só nos primeiros 45 dias deste ano, já são cinco transplantes renais realizados. As taxas de sobrevida e de rins funcionantes são de 94%, comparadas a grandes centros.  Estamos ajudando muitas pessoas a sair da lista de espera por um rim e a conseguir uma vida nova com o transplante. Isso é muito gratificante”, afirma.

Segundo Bichuette, os números serão maiores se mais pessoas se conscientizarem da importância da doação. Estima-se que a recusa familiar sobre a doação de órgãos de pacientes falecidos responda por mais de 40% das perdas de possíveis doadores. Por isso, o médico do MPHU defende a reativação da Organização de Procura de Órgãos e Tecidos (OPO) na região, para a procura de potenciais doadores nas UTIs e unidades de emergência, não só em Uberaba, como na região. “Um doador pode salvar até 10 vidas”, destaca Bichuette.

Transplantes no MPHU

Em 2018, o hospital realizou 20 transplantes renais e fechou com saldo positivo em relação aos anos anteriores. Desde 2015, o Serviço de Transplante Renal do MPHU já realizou 50 procedimentos, sendo 32 de doadores falecidos e 18 de doadores vivos. A expectativa do hospital para 2019 é atingir a meta inicial de dois transplantes por mês, com possibilidade de um crescimento ainda maior.

Atualmente, além da realização de transplantes renais, o hospital faz a captação de córneas, fígado e rins na região do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. Desde o mês passado, o MPHU está credenciado para a cirurgia de transplante ósseo.

A estrutura do MPHU

Inaugurado há quase cinco anos, o MPHU é um hospital de ensino vinculado à Universidade de Uberaba (Uniube), que atua 60% pelo SUS e 40% particular e convênio, com atendimentos de média e alta complexidade em todas as especialidades médicas. O hospital conta com 200 leitos ativos, cerca de 600 médicos credenciados e aproximadamente 900 colaboradores. Por ano, são realizados, em média, 79 mil consultas no Pronto Atendimento, 12 mil cirurgias, 13 mil internações, 44 mil consultas ambulatoriais pelo SUS e 19 mil por convênios.

Acreditado ONA

Em 2018, o MPHU foi avaliado, mais uma vez, pela Organização Nacional de Acreditação (ONA). Agora, o hospital é Acreditado Pleno. A certificação, válida por dois anos, é concedida a instituições que atendem aos critérios de gestão integrada e de segurança do paciente em todas as áreas de atividade, incluindo aspectos estruturais e assistenciais. Trata-se de uma conquista inédita para a saúde de Uberaba.

Fotos: ASSCOM/Uniube

 

 

 

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