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Cerca de 850 milhões de pessoas no mundo sofrem com alguma doença renal, decorrente de várias causas. As estimativas são da organização Word Kdiney Day, apoiada pelas Federações e Sociedades Internacionais de Nefrologia. A progressão do quadro clínico é lenta e silenciosa. A Doença Renal Crônica (DRC) é considerada a 6ª principal causa de morte no planeta, sendo a que apresenta o maior crescimento com, pelo menos, 2,4 milhões de vítimas por ano. Por isso, nesta quinta-feira (14), é comemorado o Dia Mundial do Rim. A data serve para conscientizar a população sobre como prevenir e diagnosticar precocemente a doença.

No Brasil, aproximadamente 12 milhões de pessoas tem alguma doença renal, índice que cresce 8% ao ano, de acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN). “A Doença Renal Crônica ocorre quando, de maneira lenta, progressiva e irreversível, os rins começam a perder as funções. Ela afeta cerca de 10% da população, sendo mais presente, especialmente, nos diabéticos, hipertensos e pacientes mais idosos”, explica o coordenador do Serviço de Nefrologia, Diálise e Transplante Renal do Mário Palmério Hospital Universitário (MPHU), Fabiano Bichuette Custodio.

O diagnóstico é simples, por meio de dois exames: dosagem no sangue da creatinina e exame de urina. O tratamento varia em cada paciente, de acordo com a causa da doença e a gravidade. A indicação médica pode ser mudança na dieta, uso de medicamentos específicos, diálise ou até mesmo o transplante renal. Segundo Bichuette, 70 a 80% dos pacientes descobrem a doença já em fases avançadas, quando a única alternativa são as terapias de substituição renal. “A hemodiálise e a diálise peritoneal, bem como o transplante, são para casos em estágios terminais, geralmente, com menos de 10% do funcionamento do órgão”, afirma. Em Uberaba, mais de 250 pacientes dependem do tratamento dialítico, tanto moradores da cidade como da região.

Além da limpeza de impurezas do sangue, os rins desempenham outras funções. “O controle do potássio e do pH do sangue, eliminação do excesso de sódio e de água, síntese de hormônios para produção de glóbulos vermelhos e produção de vitamina D, garantindo, assim, a saúde dos ossos”, diz Bichuette. Segundo ele, os pacientes de Doença Renal Crônica apresentam inchaço, diminuição de urina, pressão alta, anemia, cansaço, fadiga, náuseas e vômitos. Apesar de tantos sintomas, a DRC, nas fases iniciais e intermediárias, é assintomática.

Para Bichuette, a prevenção ainda é o melhor tratamento. “Como prevenir?  Mantendo a pressão arterial controlada, assim como os níveis de glicose no sangue, bebendo bastante líquido, não fumando, mantendo-se no peso adequado, com alimentação saudável, praticando exercícios físicos regularmente, evitando o uso de anti-inflamatórios e sempre realizando os exames de rotina, que devem ser feitos, sobretudo, nos pacientes hipertensos, diabéticos e naqueles com histórico de doença renal na família”, esclarece.

Atendimento de Nefrologia no MPHU

O Mário Palmério Hospital Universitário (MPHU) oferece tratamento ambulatorial desde as fases iniciais até a fase pré-diálise, passando pela hemodiálise, diálise peritoneal e, por fim, pelo transplante renal. “Os atendimentos englobam diversos problemas renais, não apenas Doença Renal Crônica, como nefrites, pedras nos rins, infecções urinárias, pré e pós-transplante renal e também realiza biopsias renais”, destaca. O número de pacientes em atendimentos ambulatorial supera 150 consultas ao mês. Atualmente, mais de 70 pacientes dependem das sessões de hemodiálise, tanto pelo Sistema Único de Saúde (SUS) como por convênios. Desde 2015, o hospital já realizou 51 transplantes renais.

Foto: Divulgação/Uniube

 

 

 

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