Uberaba – Projeto que autoriza construção de heliponto no Hospital de Clínicas é aprovado na CMU

A Câmara Municipal aprovou o Projeto de Lei número 230, que autoriza a construção de um heliponto junto ao prédio do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM). A plataforma de pouso e decolagem vai atender especialmente a aeronave do Corpo de Bombeiros, a Arcanjo 06, que desenvolve o trabalho de Samu Aéreo.

A votação contou com as presenças de representantes das entidades e corporações envolvidas, como o secretário municipal de Governo, Rodrigo Vieira, o comandante do Corpo de Bombeiros (8º BBM), tenente-coronel Anderson Passos, o delegado da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (Adesg), Antônio José Bessa Ferreira, o presidente do Conselho Municipal de Segurança, capitão Roberto Alves de Oliveira, além do pró-reitor de Planejamento da UFTM, Kedson Palhares Gonçalves, e o chefe do setor de infraestrutura da UFTM, Luiz Humberto Camilo.  

Com a aprovação do PL, o Município está cedendo o uso de área pública para a futura execução do projeto, uma vez que parte da via pública será utilizada. O prazo foi estipulado em 50 anos.

O líder do governo, vereador Rubério dos Santos, afirmou que a construção do heliporto é de fundamental importância para o trabalho de resgate e salvamento de vidas realizado pelos bombeiros. “Hoje, toda vez que ele precisa pousar, tem que fechar a rua Frei Paulino”, acrescentou.

Uberaba é uma das quatro cidades de Minas que conta com uma aeronave dos bombeiros, conforme lembrou o comandante Anderson Passos. Ele próprio é piloto e também cumpre plantões na aeronave. Se o projeto do heliponto for colocado em prática, Uberaba será a primeira cidade com esta estrutura.

Segundo o tenente-coronel, a existência do heliponto é fundamental para vários atendimentos, inclusive o transporte de órgãos para transplante. “O tempo é fundamental, existe um tempo limite para realização da cirurgia e o médico tem a vida nas mãos”, afirmou o militar.

Passos fez questão de lembrar que qualquer cidadão pode ser um potencial usuário do heliponto e exemplificou casos graves, que precisam se socorros rápidos. Ele citou, como exemplo, o transporte de crianças entre hospitais, inclusive portadoras de doenças graves, como más formações cardíacas.

“O tempo faz total diferença nestes atendimentos. A aeronave sempre se desloca para situações graves, com vidas em risco. Existe uma corrente de atendimento, e se em algum momento for quebrada, a vítima pode perder a vida ou ter lesões permanentes”, explicou o comandante.

Passos ainda destacou que existe um levantamento realizado nos Estados Unidos mostrando que 84% das vítimas de trauma morrem na primeira hora após o acidente.  

Atualmente o helicóptero precisa pousar no campo do Uberaba Tênis Clube (UTC), fazendo com que a vítima precise ser manipulada além do deveria. O comandante citou, como exemplo, vítima de acidente grave ocorrido recentemente na cidade de Conquista, sendo que o voo demorou três minutos, mas a equipe gastou outros 20 apenas para retirá-la da aeronave e levá-la até o pronto-socorro do HC.

Passos também informou que, descontados os impactos da pandemia, hoje trabalham com uma média de dois casos graves atendidos por dia, sendo que a aproximação para o pouso e o desconforto com o barulho são muito rápidos.

De acordo com ele, a aeronave atende todo o Triângulo Mineiro e as operações são diurnas. “Existem pressões para que a aeronave seja levada para Uberlândia, e ter mais esta estrutura vai ajudar muito”, finalizou Passos.  

O delegado da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (Adesg), Antônio José Bessa Ferreira, disse que até então o Corpo de Bombeiros, o Hospital de Clínicas e as vítimas estavam sofrendo em silêncio. “Até que a situação chegou ao conhecimento da Adesg”, afirmou.

Segundo Bessa, o projeto foi construído a quatro mãos, sendo que tinha várias possibilidades, sendo a mais lógica a que foi apresentada. De acordo com o representante da Adesg, a quantidade de pousos e decolagens são regulares e ordinários.

“A ideia é que estejamos preparados para os próximos 20 anos. Temos um grande campo industrial, com possibilidades de acidentes e tragédia não avisa”, concluiu, citando como exemplo o que aconteceu em Brumadinho.

Bessa afirmou, ainda que os valores da obra estão em levantamento. “Nós estávamos aguardando a aprovação do projeto para dar andamento, mas adianto que é algo em torno de R$ 4 milhões”, finalizou.

O chefe do setor de infraestrutura da UFTM, Luiz Humberto Camilo, explicou que foram realizados vários estudos sobre onde construir este heliponto. Ele disse, ainda, que faz parte do projeto também melhorar as condições para as pessoas que ficam aguardando atendimento do lado de fora do Ambulatório Maria da Glória, humanizando o atendimento.

“Nós estamos fazendo uma consulta especializada sobre o projeto, pois o mesmo precisa ser aprovado pela Anac”, acrescentou. Luiz Humberto fez uma apresentação animada do material elaborado pelo arquiteto responsável pelo projeto, que conta também com quatro engenheiros, inclusive o próprio chefe do setor de infraestrutura.

Apenas uma emenda modificativa, assinada pelo presidente Ismar Marão e pelo líder Rubério dos Santos, foi apresentada e aprovada, aumentando de 20 para 50 anos o prazo de cessão de uso da área pública. O projeto recebeu o apoio de todos os vereadores e foi aprovado por unanimidade.

Fotos: Rodrigo Garcia

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